Santo André, Quarta 08 de Dezembro de 2010
Feliz Ano Novo aos Negócios!

Tempestade econômica global e maus agouros. Assim se iniciou o ano de 2009.


Supunha-se graves danos à economia brasileira, por conta principalmente da ausência de crédito e, consequentemente, de consumidores.


Imaginava-se a diminuição da produção de bens, de todos os tipos, e a necessidade, então, de demissões de trabalhadores nos vários setores da economia. Ou seja, um desastre que invadiria e atribularia a vida de todos.
Mas um vendaval de bom senso afastou os maus agouros (um fenômeno, aliás, inédito no clima político brasileiro), permitindo que as forças principais do desenvolvimento econômico - o governo, os empresários e os sindicatos - se unissem em torno de soluções para a crise.


Deu-se, então, a bonança. O crédito reapareceu, os impostos caíram, o consumidor foi às compras e, por consequência, os empregos se mantiveram. O conjunto de fatores fez com que o Brasil fosse um dos últimos países a entrar na crise e também um dos primeiros a sair da "tempestade". É certo que as exportações caíram abruptamente e, até hoje, ainda não se recuperaram, pois grande parte do mundo ainda sofre com a crise econômica, mas, para os brasileiros, "dos males o menor".


Seguramente as razões que conduziram a economia brasileira para um bom desempenho neste final de ano não foram somente as que me referi. E o processo de superação da crise não foi tão simples como expus, mas, não tenho dúvidas de que o engajamento de todos os setores foi o fator preponderante. Pois, se em vez de solidários tivéssemos nos dividido, se em vez de ação conjunta formássemos partidos em busca de vantagens isoladas, estaríamos, certamente, como muitos outros países, ainda afundados na crise.


O ano de 2010 se inicia com boas perspectivas econômicas para todos. Bons augúrios se pressupõem, não parece haver mais intempéries à vista.


Entretanto, no horizonte, algumas nuvens se formam: é a campanha política. Neste momento, é difícil prever se darão ensejo a uma tempestade ou se será uma bem-vinda chuva de democracia e maturidade política.

 

Sidnei Muneratti
Presidente da Associação Comercial e Indústrial de Santo André - ACISA

Fonte: Estação Notícia 26/11/2009 nº593




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